Psicose na adolescência: Como identificar e possibilidades de tratamento
Publicado por: Thiago Medeiros Maduro em 26/3/2012
Categoria: Psicologia
 
Para o CID 10 (Classificação Internacional de Doenças) a psicose, ou a esquizofrenia de uma forma geral se caracterizam como transtornos que se caracterizam por “distorções fundamentais e características do pensamento e da percepção, e por afetos inapropriados ou embotados”. Os fenômenos mais relevantes abarcam a presença de vozes alucinatórias, eco, imposição ou roubo do pensamento, a divulgação do pensamento, a percepção delirante, ideias delirantes de controle, influência ou de passividade, que dialogam ou discutem com o paciente, transtornos do pensamento e sintomas negativos.

No entanto, esta classificação é puramente técnica e nos dá apenas uma ideia geral e descritiva do quadro esquizofrênico, visto que este se enquadra e se desenvolve de diferentes maneiras na criança, no adulto e no adolescente, bem como Lacan coloca no Seminário “O eu na teoria de Freud”, onde afirma que “a psicose não é de maneira alguma estruturada da mesma maneira na criança e no adulto”(1978: 134-135).

A dificuldade de fazer-se um diagnóstico preciso de uma estrutura psicótica na criança e no pré-adolescente se dá pelo fato de que, de certa forma, estes vivem no “mundo da fantasia", onde o imaginário e o real confundem-se. Porém, quando esse comportamento persiste ao longo da adolescência, é comum que os pais ou as figuras parentais, numa relação de proteção, passem a encobrir esses sintomas (numa espécie de negação do problema) ao invés de buscarem os tratamentos mais adequados.

No que concerne ao tratamento de adolescentes psicóticos, justifica-se a terapia ou oficinas em grupo para essa fase da vida, pois percebe-se que adolescentes têm uma tendência natural a se agruparem, e devido a isso toleram melhor este tipo de enquadre, já que os sentimentos transferências da terapia individual são mais ameaçadores.

As oficinas e terapias de grupo possibilitam ainda um favorecimento na estruturação do sentimento de identidade, individual e grupal, promovendo o senso de pertencimento e auxiliando na constituição da subjetividade, já que o grupo propicia uma socialização entre os jovens pacientes, com uma liberdade para o exercício da criatividade, tanto no plano imaginário, como no simbólico.

A fim de se atingirem estes objetivos, o terapeuta deve coordenar ativamente o grupo, estimulando a participação dos pacientes e criando um ambiente de respeito, empatia e compreensão, que favoreça a redução dos níveis de tensão, fato que geralmente não é bem tolerado por pacientes psicóticos. É fundamental ainda que o setting instituído deva manter-se preservado ao máximo, a fim de que seja circunscrita uma noção de tempo, espaço e uma certa noção de limite para esses pacientes.



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