42% dos profissionais de enfermagem têm distúrbios osteomusculares e estresse - Veja os detalhes
Publicado por: Caren Medeiros Lameira em 13/4/2013
Categoria: Nutrição
O trabalho da enfermagem em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) possui
diferencial tecnológico e humano, com exigência de cuidado especializado à
pacientes em estado crítico. A equipe de enfermagem assume papéis diferenciados,
longas jornadas de trabalho têm contato direto com sofrimento, morte, e ainda
necessita manter um controle emocional para poder atuar diante de situações de
emergência, vinte e quatro horas por dia. As lesões músculoesqueléticas ligadas ao
trabalho (LMELT) produzem alterações na dor, fadiga, parestesias e acompanham
sentimentos de desinteresse e cansaço, gerando estresse ocupacional. Em estudo
realizado em equipe de enfermagem intensivistas, onde 26 profissionais Intensivista
de Santa Maria-RS participaram, encontrou-se queixas álgicas predominantemente
na coluna lombar em 84% dos trabalhadores, acentuadamente naqueles que
referiram dor nos últimos 12 meses.

O maior índice de estresse apresentado foi, para 42% dos profissionais, lidarem
sempre com pacientes graves, e ficou evidente naqueles que possuíam dor há pelo
menos 30 dias. Este índice comprovou que o estresse gerado neste ambiente de
trabalho transformou-se em dor, para a maioria destes profissionais, e de forma
patológica. O estresse é um grande responsável pela perda laboral que, juntamente
com alterações físicas podem ser determinantes para a qualidade de vida dos
trabalhadores de saúde, especificamente na enfermagem. Contudo, a fisioterapia
surge como uma ciência da saúde que estuda, previne e trata distúrbios do
movimento, das alterações posturais e queixas de dor. A área da Saúde do
Trabalhador, visa à redução dos acidentes e doenças relacionadas ao trabalho, por
execução de ações de promoção, reabilitação e vigilância. O profissional
fisioterapeuta pode abordar aspectos da ergonomia, da biomecânica, da atividade
física laboral e a diminuição de queixas ou desconfortos físicos, como a dor. Ainda
previne patologias decorrentes das LMELT, a incidência de afastamentos,
produzindo a melhora da auto-estima e relacionamento interpessoal. Pode reabilitar
o funcionário com dor, traçando os objetivos do tratamento e melhorando sua
capacidade laboral.

CAREM MEDEIROS LAMEIRA É FISIOTERAPEUTA E COLUNISTA COONVIDADA.
(REGISTRO: 137191-F)

 


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